JENPEX 2026 reúne ciência, tecnologia, empresas e comunidade em setembro e pode fortalecer a formação profissional na região.
Tangará da Serra terá, neste mês, um dos principais encontros locais voltados à ciência, tecnologia e formação profissional. A 9ª Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão (JENPEX) do IFMT – Campus Tangará da Serra será realizada nos dias 18 e 19 de setembro, na Escola Estadual 29 de Novembro, com previsão de 600 vagas. O evento ganha importância para a cidade porque reúne estudantes, professores, pesquisadores, profissionais, empresas e comunidade externa em atividades que incluem palestras, oficinas, minicursos e apresentação de trabalhos científicos. Para quem acompanha o avanço da tecnologia no município, a principal dúvida é o que uma programação acadêmica como essa pode gerar de concreto para Tangará e para setores importantes da economia regional. A resposta passa pela aproximação entre conhecimento, mercado de trabalho e problemas reais, especialmente em uma região onde agro, serviços e tecnologia podem caminhar cada vez mais juntos. IFMT — JENPEX 2026
JENPEX 2026 coloca tecnologia no centro da formação em Tangará da Serra
A programação da JENPEX 2026 foi estruturada para aproximar o IFMT da sociedade e estimular a circulação de conhecimento produzido dentro e fora da instituição. Segundo a organização, a jornada terá palestras, apresentação de trabalhos, vivências, oficinas e minicursos, permitindo a participação de estudantes, professores, profissionais das áreas ofertadas pelo campus, empresas e comunidade em geral. Entre as áreas científicas aceitas para apresentação de trabalhos está Tecnologia da Informação, ao lado de Ciências da Natureza, Gestão e Negócios, Ciências Humanas e Sociais, Artes e Estudos Literários e Linguística. Para Tangará da Serra, isso significa transformar o campus em um ponto de encontro entre quem está estudando tecnologia e quem já enfrenta desafios tecnológicos no mercado. JENPEX — programação e inscrições
O momento também é estratégico porque a formação tecnológica pode ajudar a diversificar a economia regional. Tangará da Serra possui forte relação com o agronegócio e com atividades de comércio e serviços, setores que estão incorporando automação, análise de dados, sistemas de gestão, inteligência artificial, sensores e outras ferramentas digitais. O próprio IFMT informa que sua extensão mantém projetos de inovação e sustentabilidade em parceria com escolas, associações rurais, Embrapa e órgãos municipais, incluindo iniciativas ligadas a tecnologias sustentáveis, agroecologia e automação aplicada à produção. Na prática, a JENPEX pode funcionar como uma ponte para que ideias desenvolvidas por estudantes e pesquisadores encontrem problemas concretos da região, abrindo espaço para projetos, estágios, parcerias e até novos negócios. IFMT Campus Tangará da Serra — Extensão e inovação
A importância desse movimento fica ainda mais clara quando observada junto ao planejamento do próprio município. O Plano Plurianual de Tangará da Serra para 2026 a 2029 prevê o programa Gestão Tecnológica e Inovadora, com objetivos que incluem modernização dos sistemas públicos, ampliação da conectividade, automação de serviços, segurança da informação, governo digital e estímulo a iniciativas de inovação. O documento também prevê o uso de dados, sensores e tecnologias de Internet das Coisas em iniciativas de cidade inteligente. Isso cria uma agenda em que instituições de ensino, poder público e setor produtivo podem ter interesses convergentes. PPA de Tangará da Serra — Gestão Tecnológica e Inovadora
Por que a jornada pode ser importante para empresas e estudantes da região
Para os estudantes, um evento desse porte representa uma oportunidade que vai além do certificado. A apresentação de trabalhos exige que o participante transforme uma pesquisa ou projeto em uma solução que possa ser compreendida por outras pessoas, desenvolvendo habilidades úteis para o mercado, como comunicação, análise, organização e capacidade de apresentar resultados. A participação de empresas e profissionais também pode aproximar os jovens das necessidades reais das organizações, ajudando a identificar quais conhecimentos tecnológicos estão sendo procurados. Em uma cidade regional como Tangará da Serra, essa conexão é particularmente relevante porque pode reduzir a distância entre formação acadêmica e oportunidades profissionais locais.
Para as empresas, o benefício potencial está justamente no acesso a pessoas e ideias que nem sempre aparecem nos canais tradicionais de recrutamento ou inovação. Um projeto acadêmico pode revelar uma solução para automatizar determinada tarefa, melhorar uma operação, organizar dados ou resolver um problema específico de produção. Quando existe aproximação entre empresa e instituição de ensino, uma pesquisa pode evoluir para estágio, prestação de serviço, projeto de extensão, parceria tecnológica ou até empreendimento próprio. A experiência acumulada pelo IFMT em ações de extensão reforça essa possibilidade, já que a instituição afirma trabalhar com iniciativas que integram formação técnica, cidadania, responsabilidade social e desenvolvimento econômico regional. IFMT Tangará da Serra — Coordenação de Extensão
O prazo atual também merece atenção de quem pretende participar. As regras da JENPEX estabelecem que os resumos expandidos devem ter entre três e quatro páginas e seguir as diretrizes de formatação divulgadas pela comissão científica. Os trabalhos serão avaliados por pares, por área de atuação, e os aprovados serão publicados nos anais da jornada. O prazo para submissão termina em 13 de setembro, às 23h59, o que coloca o evento em uma janela importante para estudantes e pesquisadores que ainda pretendem apresentar projetos. IFMT — regras para submissão de trabalhos científicos
A escolha da Tecnologia da Informação como uma das áreas científicas da jornada também mostra como o tema deixou de ser restrito aos cursos de computação. Hoje, soluções digitais atravessam agricultura, administração, comércio, educação, saúde, logística e serviços públicos. Para o produtor rural, por exemplo, conhecimentos relacionados a dados, automação e conectividade podem se transformar em ferramentas de monitoramento e eficiência. Para o pequeno empresário urbano, podem significar sistemas mais eficientes, presença digital e automação de tarefas. Para o setor público, representam oportunidades de melhorar serviços e tomar decisões com base em informações mais organizadas.
Como a tecnologia pode gerar oportunidades para Tangará da Serra
O desafio para Tangará da Serra não é apenas formar pessoas capazes de utilizar ferramentas tecnológicas, mas criar condições para que parte desse conhecimento permaneça na região e se transforme em produtividade, empregos e novos negócios. O planejamento municipal já reconhece essa necessidade ao estabelecer ações relacionadas à inovação, laboratórios digitais, formação tecnológica, empreendedorismo digital e parcerias com universidades, instituições técnicas e empresas de base tecnológica. Quando uma instituição como o IFMT aproxima estudantes, pesquisadores e comunidade, cria-se um ambiente favorável para que problemas locais sejam transformados em temas de pesquisa e soluções. Plano Plurianual de Tangará da Serra
Esse processo pode ser especialmente importante para o agronegócio do noroeste de Mato Grosso. A tecnologia já permite trabalhar com grandes volumes de dados sobre clima, solo, produtividade, máquinas, logística e comercialização, enquanto a inteligência artificial amplia a capacidade de analisar informações e automatizar determinadas tarefas. Em Tangará, projetos desenvolvidos por estudantes e pesquisadores podem encontrar aplicação em propriedades rurais, cooperativas, empresas de insumos, transportadoras e prestadores de serviços. O resultado mais interessante seria criar uma cadeia local em que conhecimento acadêmico alimenta soluções práticas, e os problemas encontrados no campo e nas empresas voltam para as instituições como novos desafios de pesquisa.
A própria agenda de inovação do município estabelece metas relacionadas à interoperabilidade de sistemas, painéis gerenciais, bases de dados, inteligência artificial e experimentação com tecnologias emergentes. Isso mostra que a discussão sobre tecnologia em Tangará da Serra não depende exclusivamente de iniciativas privadas ou acadêmicas: existe também uma frente de transformação digital no setor público. Em março, por exemplo, o município contratou licenças de uma plataforma de inteligência artificial generativa destinada à elaboração de minutas jurídicas e automação da organização de documentos para áreas administrativas e jurídicas. O movimento indica que a adoção de IA já começa a fazer parte de diferentes setores da gestão municipal, embora os resultados dependam de capacitação, governança e uso responsável dessas ferramentas. Jornal Oficial AMM-MT — contratação de licenças de IA pela Prefeitura
Para o morador de Tangará da Serra, a JENPEX pode parecer inicialmente apenas um evento acadêmico, mas seu impacto potencial é mais amplo. A aproximação entre estudantes, empresas, pesquisadores e comunidade ajuda a criar uma cultura de inovação que pode influenciar empregos, empreendedorismo e soluções para problemas locais. Com 600 vagas previstas e uma programação que inclui tecnologia, negócios e pesquisa, a jornada oferece uma oportunidade concreta para observar o que está sendo desenvolvido e quem são os futuros profissionais da região. O evento acontece em 18 e 19 de setembro, e as inscrições e informações oficiais estão disponíveis no sistema do IFMT. IFMT — inscrições para a IX JENPEX
Mais importante do que o evento isoladamente é o ecossistema que pode surgir ao redor dele. Tangará da Serra já possui instituições de ensino, uma economia ligada ao agronegócio e uma administração municipal que colocou transformação digital entre suas metas, criando condições para ampliar a conexão entre tecnologia e desenvolvimento regional. Se pesquisas acadêmicas conseguirem chegar às empresas, propriedades rurais e serviços públicos, a inovação deixa de ser apenas discurso e passa a produzir resultados observáveis no cotidiano. A JENPEX, nesse cenário, pode ser uma vitrine para ideias e talentos que ajudam a definir o próximo ciclo tecnológico de Tangará da Serra. Afinal, formar conhecimento local é também criar capacidade para que a própria região desenvolva suas soluções.
