Vista aérea de uma extensa lavoura de algodão organizada em fileiras.

Vazio sanitário do algodão começa em outubro e terá calendários diferentes em Mato Grosso

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O vazio sanitário do algodão em Mato Grosso começa em outubro de 2026 e terá datas diferentes conforme a região do estado. Na Região I, o período de restrição vai de 1º de outubro a 30 de novembro. Já na Região II, começa em 15 de outubro e termina em 14 de dezembro.

A medida faz parte do calendário fitossanitário definido para a cotonicultura e tem como principal objetivo interromper o ciclo do bicudo-do-algodoeiro, uma das pragas que afetam a produção de algodão. Durante o vazio sanitário, não pode haver plantas vivas, tigueras ou restos culturais que ofereçam abrigo e alimento ao inseto nas áreas sujeitas às regras e à fiscalização.

As orientações constam nas informações divulgadas pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). O calendário também foi divulgado pelo Sistema Famato para a safra 2026/2027.

Quais são as datas do vazio sanitário

Na Região I, os produtores devem observar o intervalo entre 1º de outubro e 30 de novembro de 2026. Na Região II, o vazio sanitário será cumprido de 15 de outubro a 14 de dezembro do mesmo ano. A divisão exige atenção para que cada propriedade siga o período correspondente à sua localização.

Além das datas de início e término, o calendário estabelece prazos anteriores para a eliminação dos restos culturais. Na Região I, esse trabalho precisa estar concluído até 30 de setembro. Na Região II, o prazo final é 14 de outubro. A destruição deve alcançar os materiais que possam manter plantas de algodão e favorecer a permanência do bicudo nas áreas produtivas.

O cumprimento antecipado desses prazos é uma das etapas necessárias para o início do vazio sanitário. Por isso, a preparação das áreas deve ser organizada antes das datas de restrição, especialmente nas propriedades que encerraram recentemente o ciclo da cultura ou ainda possuem plantas remanescentes.

Objetivo é reduzir a presença do bicudo-do-algodoeiro

O vazio sanitário busca interromper a oferta de alimento e abrigo para o bicudo-do-algodoeiro durante um período determinado. A estratégia depende da eliminação de plantas vivas, tigueras e restos culturais capazes de manter a praga no campo e permitir sua multiplicação entre os ciclos da lavoura.

De acordo com o Indea-MT, as medidas incluem a destruição dos restos culturais, o monitoramento das áreas e o controle imediato do bicudo caso sua presença seja identificada. A fiscalização considera as áreas produtivas e outros locais sujeitos às regras fitossanitárias estabelecidas para o estado.

Na prática, o calendário exige que os responsáveis pelas áreas de cultivo acompanhem as condições das lavouras e eliminem plantas que possam permanecer após a colheita. O controle não se limita ao momento de início do vazio: o monitoramento deve fazer parte dos cuidados adotados durante o período estabelecido para cada região.

Produtores devem observar a região da propriedade

A diferença entre os calendários torna necessário confirmar em qual região está localizada cada área produtiva. Enquanto os produtores da Região I precisam concluir a destruição dos restos culturais até 30 de setembro e iniciar o vazio em 1º de outubro, os da Região II têm até 14 de outubro para concluir a etapa e começam o período restritivo no dia seguinte.

As regras valem para a safra 2026/2027, conforme a divulgação do Sistema Famato em 29 de setembro de 2026. A entidade reforçou a existência de dois períodos no estado, informação relevante para produtores, trabalhadores rurais, consultores e empresas que atuam na cadeia do algodão.

O calendário fitossanitário organiza uma ação de prevenção para reduzir os riscos à produção e preservar as áreas de cultivo. O cumprimento das datas, a eliminação dos restos culturais e a comunicação de ocorrências relacionadas ao bicudo são medidas que contribuem para manter o controle da praga em Mato Grosso.

Serviço: principais prazos

Região I: destruição dos restos culturais até 30 de setembro de 2026; vazio sanitário de 1º de outubro a 30 de novembro de 2026.

Região II: destruição dos restos culturais até 14 de outubro de 2026; vazio sanitário de 15 de outubro a 14 de dezembro de 2026.

Os produtores devem consultar as orientações oficiais do Indea-MT e seguir o período aplicável à região da propriedade. As informações disponíveis também indicam a necessidade de manter o monitoramento e adotar controle imediato quando houver identificação do bicudo-do-algodoeiro.

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